Não é novidade, nem exagero, que a informação na internet muitas vezes é um alimento impróprio para consumo. Nos blogues, quando não é o blogueiro, são os leitores que escrevem com a maior sem-cerimônia aquilo que acham que é verdade, ou, preferivelmente, que gostariam que fosse verdade.
É certo que os disseminadores de informações falsas não formam maioria. Mas o seu número e a freqüência com que se manifestam são suficientemente grandes para sustentar a hipótese de que, apesar de tudo, os fatos estão mais bem servidos na mídia convencional do que na web – mesmo desconsiderando o que circula em sites de relacionamento como o Orkut e de expressão pessoal, como YouTube.
É certo também que nem todos os erros ficam para todo o sempre sem correção. Mas a regra geral parece ser a de que é mais fácil sair uma informação errada na rede do que a informação errada ser corrigida.